Arquivo histórico digital · Gualter Martins Pereira · Barão de Grão Mogol
Brasil Imperial · Minas Gerais · Bahia · São Paulo

Gualter Martins PereiraBarão de Grão Mogol

Fazendeiro, explorador e negociante de diamantes, político, coronel da Guarda Nacional, maçom, benfeitor e homem de negócios cuja trajetória atravessou o norte de Minas, a Chapada Diamantina e Rio Claro.

Conheça sua históriaLinha do tempo
Nota histórica: as fontes divergem entre 1825 e 13 de novembro de 1826 para seu nascimento. O projeto mantém a divergência visível até a localização de fonte primária conclusiva.
Retrato atribuído a Gualter Martins Pereira, Barão de Grão Mogol
Retrato de Gualter Martins Pereira, Barão de Grão Mogol — imagem fornecida ao projeto.
Uma trajetória entre regiões

Diamantes, política, família e memória

Mineração

Em 1847, seu nome aparece em arrendamento de lavra em Andaraí, na Chapada Diamantina.

Política

Foi delegado, vereador, coronel da Guarda Nacional e deputado provincial eleito em Minas Gerais.

Maçonaria

Fontes familiares o registram como maçom grau 33 e fundador ou apoiador de lojas em Minas Gerais e São Paulo.

Família

Casado com Emília de Sá Martins Pereira, deixou três filhos do casamento e numerosos outros descendentes mencionados em fontes e no testamento.

Igreja em Grão Mogol

Grão Mogol

A pesquisa acadêmica registra apoio do Barão à reforma da Matriz de Santo Antônio, à Santa Casa e à Loja Maçônica Aurora do Progresso.

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Gravura da Guerra do Paraguai

Guerra do Paraguai

Três irmãos de Gualter participaram do 32º Batalhão de Voluntários. A pesquisa relaciona o investimento de Gualter na preparação das tropas à concessão do baronato em 1873.

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Desenho interpretativo da sede da Fazenda Angélica

Rio Claro

Em 1881, adquiriu a Fazenda Angélica. A imagem aqui é um desenho interpretativo criado a partir da fotografia fornecida, não a fotografia original.

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1873

D. Pedro II e o título de Barão

O imperador aparece no site no contexto correto: a concessão do título de Barão de Grão Mogol a Gualter Martins Pereira.

A pesquisa acadêmica registra que, após a participação da família no esforço ligado à Guerra do Paraguai e o investimento de Gualter na preparação das tropas, ele recebeu em 1873 o título de Barão de Grão Mogol.

O título aproximava simbolicamente sua identidade pública da região de origem e passou a acompanhá-lo até a posteridade.

Baronato na Biografia
Retrato de D. Pedro II

D. Pedro II

Imperador do Brasil que concedeu a Gualter Martins Pereira o título de Barão de Grão Mogol em 1873.

Família

Os filhos e descendentes

Mathilde Martins Pereira

Filha do casamento com Emília. No testamento, Gualter a menciona como judicialmente interditada e internada no Hospício Nacional de Alienados, indicando o irmão Sérgio para sua curatela.

Orlinda Martins Pereira

Filha do casal. O material genealógico a registra como nascida em 1851.

Sérgio Martins Pereira

Filho do casal, nascido segundo o material genealógico em 1852. No testamento, é apresentado pelo pai como pessoa de confiança para assumir responsabilidades familiares e patrimoniais.

Além dos três filhos do casamento, as fontes mencionam numerosos outros descendentes. O material genealógico lista nomes associados a Amélia do Valle e a outras mulheres; o artigo acadêmico destaca que os números variam muito entre as memórias de Rio Claro e as genealogias da família. O site não transforma esses números em certeza sem documentação individualizada.
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Maçonaria

Maçom, grau 33 e fundador

A maçonaria aparece nas fontes como parte importante da sociabilidade pública de Gualter Martins Pereira.

O material genealógico o registra como maçom grau 33 e fundador de loja maçônica em Grão Mogol. O artigo acadêmico confirma sua ligação com a Loja Maçônica Aurora do Progresso, em Grão Mogol, e relaciona a instituição às obras que receberam seu apoio.

Em Rio Claro, sua inserção em círculos políticos, associativos e filantrópicos também deve ser lida nesse ambiente de sociabilidade do final do Império.

Maçonaria e sociabilidade

Instituições associadas ao seu nome

Aurora do Progresso — Grão Mogol
Relacionada à atuação maçônica do Barão e citada pela pesquisa acadêmica.

Rio Claro
Fontes familiares atribuem a Gualter participação na fundação ou apoio a lojas maçônicas paulistas. Essas atribuições são apresentadas com cautela enquanto o projeto busca documentação institucional específica.

Rio Claro · 1881–1890

A Fazenda Angélica e os últimos anos

Em 1881, a escritura citada pela pesquisa acadêmica registra a compra da fazenda por 305 contos de réis. Entre 1881 e 1883, o Barão teria construído nova sede e passou a chamar a propriedade de Fazenda Grão Mogol.

Em Rio Claro, contribuiu para o Gabinete de Leitura, a Philarmônica, o Jardim Público e a Santa Casa, além de exercer mandatos de vereador e presidir diversas vezes o Legislativo municipal.

O próprio artigo registra ainda sua aproximação com políticos republicanos da região e sua filiação ao Partido Republicano Rioclarense nos anos finais.

Desenho da Fazenda Angélica

Desenho interpretativo do casarão

Produzido especialmente para o site a partir da fotografia enviada, para que a foto original não seja publicada.

1890

O testamento como janela para a família

“Em nome de Deus em que fielmente creio...”

O documento de 17 de julho de 1890 e o codicilo de 10 de novembro permitem observar não apenas bens, mas vínculos familiares, responsabilidades, serviços prestados, instituições e preocupações pessoais.

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